sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Mobilidade Urbana

Dédalo, na mitologia grega, era um grande inventor, foi ele quem construiu o labirinto que prendeu o Minotauro por muitos anos. Para sua infelicidade após a morte deste o próprio Dédalo e seu filho Ícaro foram presos no labirinto que ele havia criado. Havia apenas uma maneira de fugir do labirinto, e Dédalo criou asas artificiais de cera de abelha e penas de gaivota. Dédalo avisou a Ícaro que ele não deveria voar muito perto do sol, pois a cera derreteria. Mas no alto Ícaro não pensou no perigo, tinha muita adrenalina, voou e subiu mais e mais perto do sol. A cera derreteu e ele caiu no mar Egeu.

O sonho de ser livre para ir e vir é diametralmente oposto à realidade das grandes cidades. Somos prisioneiros de sistemas ineficientes de transporte público, verdadeiros labirintos, e mesmo os que possuem seus próprios meios de locomoção são vitimados pelos rodízios ou pela própria insegurança que o modelo rodoviário proporciona. Dentro dos seus veículos as pessoas se sentem imortais, dirigem como loucos e se sentem poderosos. Causam acidentes, dirigem embriagados. E o fim é trágico, como o de Ícaro.

Será que os homens serão capazes de criar modelos sofisticados de transporte viário? Muito já foi feito nesse sentido nos últimos séculos, e muito ainda pode ser feito. Os Dédalos modernos não param de trabalhar. E os Ícaros querendo voar mais e mais alto. De fato existem milhares de pessoas que se comportam muito bem no transito e nos transportes públicos.  Mas infelizmente os abusos e assédios continuarão. Não vale a pena criar modelos mais modernos sem educar a população.


Se você vai ser paciente, que seja no trânsito. 

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